Catedral de Notre-Dame é consumida por incêndio

André Finot, porta-voz da Catedral de Notre-Dame, revelou que “tudo está queimando” dentro da igreja durante entrevista para o jornal Le Monde nesta segunda-feira (15).

Tudo está queimando. A moldura, que data do século XIX de um lado e do décimo terceiro do outro, não restará nadaTemos que ver se o cofre, que protege a catedral, será atingido ou não“, explicou sobre o acervo histórico da igreja, incluindo relíquias da morte de jesus cristo.

O incêndio, cuja gravidade ainda estava por ser determinada, começou por volta das 18h50 no horário local (13h50 no fuso de Brasília). As chamas tomaram conta do sótão da catedral e foram vistas no topo da construção, onde ficam as duas torres principais.

Na última sexta-feira, 12, dezesseis estátuas que decoram os telhados do monumento foram retiradas para restauração. As autoridades ainda vão verificar se esse procedimento teve ligação com a tragédia.

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(Imagem: Jornal Le Monde)

História

A Catedral de Notre-Dame, localizada na Île de la Cité e marco zero de Paris, a construção gótica de 856 anos, com seus vitrais coloridos vazando luz, já sofreu saques, vandalismo e intervenções ao longo de sua história.

Sua pedra fundamental foi colocada em 1163 por ordem do então bispo de Paris, Maurice de Sully. Sua construção terminou somente em 1345 – quase 200 anos depois do início. É a mais imponente das catedrais medievais e guarda tesouros e curiosidades.

– Nela estão guardadas relíquias importantes: o fragmento da verdadeira cruz de Cristo, a coroa de espinhos e o prego sagrado, além de esculturas, como a Pietà dans le Choeur (feita antes da obra consagrada de Michelangelo), a imagem de Joana D’Arc e a Galeria dos Reis, composta por 28 estátuas de 3,50 m de altura, cada uma, representando figuras do Antigo Testamento e monarcas franceses

Ela foi palco de acontecimentos que marcaram a história: a coroação do monarca inglês Henrique VI (filho do rei Henrique V, como rei da França em 1431), o casamento de Maria I da Escócia ( decapitada pelos ingleses por traição) e a beatificação de Joana D’Arc, em 1909.

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