Ex secretário da SEDECTI de Birigui propaga “FAKE NEWS” sobre eficácia da Coronavac e é desmentido por verificadores de fatos

No vídeo o ex-secretário contesta a eficácia da vacina Coronavac, porém diversos estudos comprovam o contrário; verificador de fatos do Consórcio Checagem de Informações classificou vídeo com “FAKE NEWS”
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Perfis de apioadores do governo do Presidente Jair Bolsonaro viralizaram o vídeo nas redes sociais; visualizações ultrapassam 1 milhão.

Um vídeo compartilhado nas redes sociais, principalmente por adeptos do governo do Presidente Jair Bolsonaro, contestando a eficácia da vacina Coronavac e que já teve mais de 1 milhão de visualizações, é classificado como “fake news” por órgão de checagem de fatos.

Uma matéria desmentindo o vídeo foi publicada pelo jornalista Samuel Lima do Jornal Estadão.

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O vídeo em questão foi publicado inicialmente no perfil do ex secretário da SEDECTI ( Secretaria de Desenvolvimento Economico, Ciência, Tecnologia e Indústria) de Birigui, Nelson Giardino, que ocupou o cargo na gestão do ex-prefeito Cristiano Salmeirão.

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Foto: reprodução.

No vídeo, Giardino diz que fez um exame para constatação de anticorpos, após 30 dias de ter recebido a segunda dose do imunizante Cornavac e afirma, teoricamente, que não está imunizado.

Vídeo publicado por ex-secretário municipal em sua rede social é classificado como “Fake News” por Consórcio de Verificadores Independentes.

Porém, diversos estudos já comprovaram a eficácia do medicamento, que é tido como um dos melhores no combate ao coronavírus.

ESTUDOS

Um estudo conduzido em São Paulo sob financiamento da Organização PanAmericana de Saúde (Opas) constatou que a vacina Coronavac é efetiva contra a Covid-19. O imunizante, que havia demonstrado eficácia de 50,7% num estudo com trabalhadores da saúde, apresentou resultado de 41,6% entre idosos, grupo que normalmente responde pior a vacinas em geral.

Já em janeiro, um estudo realizado pelo Instituto Butantan, de São Paulo, que produz a vacina no Brasil, revelou que a Coronavac tinha uma eficácia de 50,38%, um pouco acima do limite de 50% estipulado pela Organização Mundial da Saúde para aprovar o medicamento.

Ainda segundo diversos especialistas e órgãos de saúde, o testes sorológicos, como feito por Giardino, não servem para verificar se uma pessoa está protegida contra a covid-19, podendo apresentar falsos negativos.

A reportagem do QAP Birigui tentou contato com Nelson Giardino, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.

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