Funcionários do Pronto-socorro ameaçam parar por falta de pagamento

Funcionários da linha de frente ainda não receberam salários em Birigui
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Funcionários cogitam paralisação no PS de Birigui. Foto: arquivo pessoal.

Funcionários da área da saúde que trabalham na linha de frente ao combate da pandemia de covid-19 em Birigui, denunciam que a OSS Santa Casa de Misericórdia de Birigui, investigada na Operação Raio-X, ainda não efetuou o pagamento dos vencimentos referente ao mês de dezembro.

Segundo a denúncia, funcionários da limpeza, atendentes e técnicos de enfermagem do PS Municipal ainda não receberam seus respectivos vencimentos e foram informados que não há previsão para tal. Funcionários da Santa Casa já teriam recebido seus vencimentos após administração do hospital efetuar um empréstimo bancário.

A OSS administra os serviços no Pronto-socorro do município e segundo alguns funcionários, equipes estão cogitando uma paralisação caso os pagamentos não sejam efetuados ainda está semana.

Ainda segundo as informações repassadas aos funcionários, o atraso no pagamento se dá pelo atraso no repasse por parte da Prefeitura de Birigui para OSS.

Empasse

Segundo algumas fontes, em reunião com o Prefeito de Birigui, Leandro Maffeis, representantes dos profissionais foram informados que o contrato com a Prefeitura se encerrou em 31 de dezembro, por isso o repasse não será feito a OSS Santa Casa de Misericórdia de Birigui.

Enviamos um questionamento para Assessoria da Prefeitura da atual gestão, mas até a publicação desta matéria não houve resposta.

Contrato ativo até dezembro

Após 3 meses da realização da Operação Raio X, que prendeu dezenas de pessoas por suspeita de desvio de dinheiro público da área da Saúde por meio de contratos com OSSs (Organizações Sociais de Saúde), a Prefeitura de Birigui mantinha o repasse de verbas para a Irmandade da Santa Casa de Birigui, que é uma das investigadas.

Birigui manteve nesses últimos meses os repasses à OSS, apesar da investigação. São R$ 1.380.000,00 pagos mensalmente pelo município pela gestão do pronto-socorro e mais R$ 580.250,07 por mês pelo contrato para gerenciamento do PESF e do Ambulatório da Saúde da Mulher.

Na época o município informou que notificou a OSS para que tome as medidas legais cabíveis para romper os contratos com as empresas investigadas na Operação Raio X.

As informações foram divulgadas em nota enviada no mês de outubro pela então gestão do ex-prefeito Cristiano Salmeirão, e divulgadas pelo site Hojemais – Araçatuba.

A administração municipal argumentou que a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Birigui tem vida própria desde 2016, quando houve o fim da intervenção municipal, e estava analisando o que era melhor para o município, sem prejudicar o atendimento público à saúde da população.

“Cabe, portanto, à Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Birigui solucionar as questões relativas aos seus empregados. Caso não o faça e estando o empregado relacionado a um dos serviços que foram objeto de Contrato de Gestão ou Convênio com esta municipalidade, a Prefeitura Municipal adotará as medidas legais cabíveis”, informou em nota.

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