A pedagoga Monaliza Teixeira Chora, de 39 anos, mãe de uma aluna do Centro de Educação Infantil Professora Maria Cecília de Lima , em Birigui, interior de São Paulo, busca apoio da imprensa para dar visibilidade a um caso de agressão física e psicológica que teria ocorrido contra a filha de 3 anos, dentro da unidade escolar da rede municipal.
De acordo com informações obtidas pela reportagem do QAP Birigui, a família tomou conhecimento do episódio nesta quinta-feira (7), após ser procurada pelo Conselho Tutelar. Segundo o relato da mãe, a criança teria sido agredida por uma educadora com tapas na boca e atingida com um livro.
Segundo informações do boletim de ocorrência, o caso teria ocorrido no dia 23 de abril de 2026, por volta das 8h40, durante a aula do Maternal 2B. Conforme o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Birigui, a direção da escola comunicou a Secretaria Municipal de Educação após análise das imagens do sistema de monitoramento interno. O documento, aponta condutas atribuídas à educadora Lidia Maria Silveira, incluindo agressão física contra a aluna E. T. C., de 3 anos, uso de linguagem agressiva e ameaçadora com crianças, além de castigos prolongados com isolamento por mais de 30 minutos. A direção da unidade também identificou outras situações irregulares, reforçadas por testemunhos e registros de imagem.
Ainda de acordo com as informações, Monaliza afirma que, apesar da gravidade dos fatos, a família não recebeu qualquer comunicado da escola nos 15 dias entre a data da suposta agressão e o contato feito pelo Conselho Tutelar. Ainda segundo a mãe, a profissional apontada como responsável pela agressão permaneceu exercendo as atividades normalmente e mantendo contato direto com a criança durante esse período. Na manhã de ontem, antes de saber do caso, a filha foi novamente entregue aos cuidados da mesma educadora.
Diante da situação, a família registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Birigui no dia 7, às 17h18. O registro enquadra o caso como lesão corporal e maus-tratos, previstos nos artigos 129 e 136 do Código Penal, com agravante por ser praticado contra menor de 14 anos. Foi solicitada perícia de exame de corpo de delito para a criança.
A família cobra esclarecimentos formais da instituição e medidas urgentes para garantir a integridade física, emocional e psicológica da filha, incluindo o afastamento imediato da profissional envolvida e o acesso aos registros do ocorrido. Monaliza afirma que o objetivo ao procurar os meios de comunicação não é promover exposição indevida, mas buscar transparência, proteção às crianças e conscientização sobre a importância de que situações dessa natureza sejam tratadas com responsabilidade e respeito aos direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Ela questiona como foi permitido que a educadora permanecesse em contato com a filha após a ocorrência e se houve novas agressões nesse período.
A reportagem entrou em contato com a Assessoria da Prefeitura de Birigui que, em nota, informou que o caso foi comunicado à Secretaria Municipal de Educação pela unidade escolar e, na sequência, à Corregedoria Municipal. Segundo o município, a professora está afastada do cargo, sem qualquer contato com alunos. O caso segue em investigação e foi comunicado ao Conselho Tutelar pela própria escola. A Polícia Civil também apura os fatos.
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