Pandemia e recentes manifestações faz compra de armas disparar nos EUA

A pandemia do coronavírus e as recentes manifestações de rua fizeram com que as vendas de armas disparassem nos Estados Unidos. Em maio 1,7 milhão de armas de fogo foram vendidas – um aumento de 80,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Imagem: reprodução.

Contudo, os números nos EUA são preocupantes: estima-se que entre os cidadãos dos EUA haja 393 milhões de armas de fogo, e que entre 35% e 42% das famílias do país tenham pelo menos uma arma.

Bruce Tomlin – um motorista de pesados que vive no Novo México – disse que nunca teve o hábito de andar armado. Contudo, depois de ver um vídeo de três homens homens a perseguir e matar brutalmente um individuo negro, Tomlin confessa que ficou assustado.

“O homem estava a tentar fugir, e eles estavam a dar-lhe tiros como se ele fosse um cão”, revelou Tomlin depois de assistir ao vídeo que o fez comprar uma arma.

“Sinto que na América, especialmente os homens negros, precisam de ter algum tipo de proteção com eles. O clima político está a chegar a um ponto em que vai haver muita violência com a comunidade negra “, disse Tomlin que garante que não se sente seguro. Ainda assim, assume que “nem sempre me senti assim. Nunca fui fã de armas, mas agora não me sinto seguro sem uma”.

De acordo com o que Jim Curcuruto, diretor de Pesquisa e Mercado da National Shooting Sports, escreveu num relatório “o maior aumento nas vendas de armas de fogo deve-se a compras de homens e mulheres negros. Houve um aumento de 58,2% nas compras de armas durante os primeiros seis meses de 2020, em relação ao mesmo período do ano passado”, o que acredita dever-se também à eclosão da pandemia.

Com informações: RTP

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