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COP30: Banco da Amazônia deve alavancar R$ 4 bi em fundos de desenvolvimento sustentável

O Banco da Amazônia encerrou sua participação na COP30 consolidando sua posição como principal agente financeiro do desenvolvimento sustentável da região. Durante toda a Conferência, a instituição apresentou projetos prontos e a arquitetura financeira para executá-los, destacando a capacidade de conectar capital global a projetos de impacto.

O principal anúncio com foco no desenvolvimento local foi a criação de três novos fundos destinados a alavancar a bioeconomia, o crédito de carbono e a infraestrutura verde na Amazônia Legal.

“Enquanto o mundo discute os compromissos, nós apresentamos os projetos prontos e a arquitetura financeira para executá-los”, disse o presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa.

O Banco da Amazônia anunciou o aporte de R$ 500 milhões que servirá como capital catalisador. A meta é alavancar R$ 4 bilhões em investimentos para o desenvolvimento sustentável da região.

Transição Energética e Parcerias

A agenda de investimentos incluiu também a confirmação da fase final de uma operação de crédito de US$ 100 milhões com o Banco Mundial. O financiamento visa acelerar a transição energética na Amazônia Legal.

  • Os projetos contemplados incluem energia solar, hídrica, biomassa e soluções híbridas.
  • O objetivo é reduzir custos e o uso de óleo diesel em regiões isoladas.

Além dos eventos próprios, a instituição participou de painéis promovidos por organizações como CNT, CNI e o Governo do Brasil, reforçando a expertise no financiamento sustentável na Amazônia.

O diretor de Crédito do Banco da Amazônia, Roberto Schwartz, pontuou que o fomento deve ser um indutor de práticas sustentáveis. Por isso, o banco adota padrões rigorosos, não financiando atividades que gerem supressão vegetal ou usem queima de diesel/carvão.

Governança, Inclusão e Estudos de Impacto

A discussão sobre governança foi central, contando com a presença do ex-presidente e ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes. O debate focou em como garantir que o dinheiro destinado à Amazônia seja usado de forma transparente e auditável, ressaltando a importância do monitoramento e avaliação de risco.

A inclusão financeira foi reforçada com o lançamento da Maquininha Verdinha e do Cartão Verdinho. “O Cartão Verdinho simboliza o compromisso do Banco com a Amazônia e com a inclusão produtiva. Ele é o primeiro passo de uma linha de cartões com propósito sustentável, produtos que refletem quem somos e o que acreditamos, o desenvolvimento e cuidado com o território podem caminhar juntos”, afirmou o presidente Luiz Lessa.

A instituição também destacou o programa Basa Acredita para Elas, que incentiva o empreendedorismo feminino na região com condições especiais de crédito.

O Banco da Amazônia apresentou o estudo inédito da UFV sobre o impacto do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). O levantamento comprovou a relevância do FNO no desenvolvimento regional, com efeitos positivos no emprego, massa salarial e, por meio do FNO Verde, na redução do desmatamento. Em 2023, o Fundo financiou mais de 31 mil empreendimentos, totalizando cerca de R$ 11,2 bilhões em recursos aplicados.
 

Bruno Berger

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