A Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) realizou em Brasília a primeira plenária do biênio 2025-2027. A reunião marcou o início dos trabalhos da nova formação da comissão.
Formada por representantes da sociedade civil e do poder público, a CNIC é composta por 21 comissários, sendo 10 novos integrantes e 11 reconduzidos. Ela atua auxiliando o Ministério da Cultura na análise e aprovação de projetos que buscam apoio via incentivo fiscal.
De acordo com o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, do MinC, Henilton Menezes, a comissão tem papel estratégico na gestão compartilhada do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).
“Quando o legislativo criou essa comissão, foi exatamente para garantir essa gestão compartilhada. Nesta primeira plenária do biênio 2025–2027 tivemos intensa participação dos novos comissários e conseguimos alinhar experiências entre os que chegaram e os que foram reconduzidos. O resultado é uma comissão mais preparada, que traz para dentro da gestão o olhar da sociedade e a realidade dos produtores culturais em todas as regiões do Brasil”, afirma o secretário.
Além da integração dos novos membros, a plenária analisou projetos culturais de diferentes áreas. Segundo o secretário, a reunião reafirmou o papel da CNIC como espaço de diversidade e inovação no fomento e democratização da cultura.
Segundo Menezes, “é importante que a comissão também rode o Brasil, porque não se faz política pública dentro de gabinete. O papel da CNIC é conhecer as demandas da sociedade em todas as regiões e trazer esse olhar para dentro da gestão.”
Entre os destaques, está a aprovação de iniciativas voltadas ao acesso ao audiovisual. A exemplo do projeto Cinema Inflável, que leva exibições gratuitas de filmes brasileiros a diferentes cidades.
“É um projeto que tem muita presença e acho importante esse processo que eles vêm passando há um tempo, de democratizar mais o acesso através do Inflável. Porque a gente tem um problema no
Brasil, que é só termos 3.500 salas de cinema no país”, destaca Rafael Peixoto, comissário de audiovisual da CNIC. “Acho que a gente tem uma política de democratização e o cinema é uma experiência muito única porque é você coletivizar a arte do audiovisual”, completa.
Além do audiovisual, os projetos incluem festivais de música que buscam dar visibilidade a artistas emergentes; mostras de artes visuais voltadas à preservação da memória afro-brasileira, espetáculos de dança com foco em inclusão social e oficinas literárias em escolas públicas.
Fonte: Brasil 61
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