Usuários do pronto-socorro municipal enviaram imagens a reportagem do QAP Birigui, denunciando a insalubridade na unidade hospitalar.
A presença de mofo em qualquer parte de um ambiente hospitalar, seja no sistema de ar condicionado ou nas paredes, é considerada um risco sanitário grave e é inaceitável.
Ambientes de saúde devem seguir normas de higiene e controle ambiental extremamente rigorosas para proteger os pacientes, especialmente aqueles que estão com o sistema imunológico comprometido.
Em Birigui, usuários do pronto-socorro municipal estão inconformados com as más condições da unidade.
O banheiro não apresenta sinais de higiene como vaso sanitário sujo e chão com urina.
Junto ao trânsito de muitos pacientes, mofos em paredes e ar-condicionado chamam atenção para falta de higienização no local.
O mofo libera esporos no ar e para pacientes em UTIs, centros cirúrgicos, unidades de transplante ou em tratamento oncológico, a inalação desses esporos pode causar infecções fúngicas graves e potencialmente fatais.
Mesmo em pessoas saudáveis (incluindo funcionários e visitantes), os esporos do mofo podem desencadear reações alérgicas, crises de asma e outros problemas respiratórios.
Se o mofo está no sistema de climatização (ar condicionado), os esporos são ativamente distribuídos por todas as áreas que o sistema atende, incluindo salas de cirurgia, quartos de isolamento e UTIs. Isso representa uma falha crítica no controle de infecção.
Já o mofo em paredes indica um problema crônico de umidade ou infiltração. Além de contaminar o ar do ambiente, pode também contaminar superfícies, equipamentos e materiais próximos.
No Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estabelece normas rigorosas para a qualidade do ar em ambientes hospitalares.
Hospitais são obrigados a ter um PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle) para seus sistemas de ar condicionado. Esse plano existe exatamente para prevenir o crescimento de fungos (mofo), bactérias e outros contaminantes.
A CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) de cada hospital é responsável por monitorar e agir sobre quaisquer riscos ambientais que possam levar a infecções, e a presença de mofo visível é um alerta máximo.
A reportagem não conseguiu contato com a empresa que administra a unidade hospitalar e o espaço segue aberto para manifestação.
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