Após ser identificado e ter a foto divulgada pelas autoridades, o suspeito de matar a estudante da Universidade de São Paulo (USP), Bruna Oliveira da Silva, foi encontrado morto, na noite desta quarta-feira (23), no bairro Morumbi, na cidade de São Paulo.
Em nota, na manhã desta quinta-feira (24), a Polícia Civil paulista detalhou que o homem foi achando enquanto agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizavam diligências para capturá-lo, após ter a prisão temporária decretada pela Justiça.
Ainda segundo informações, o homem foi encontrado com mais de 10 perfurações de faca na regiões da nuca e @nús. O homem ainda apresentava perfurações no tórax e abdômen.
O corpo estava com as pernas amarradas e enrolado em uma lona azul, amarrada com um cobertor.
Segundo as autoridades, acreditasse que o suspeito tenha sido torturado antes de ser morto.
Apesar de ter tido a imagem revelada pelas autoridades, o nome dele não foi revelado oficialmente. No entanto, conforme informações do portal G1, se trataria de Esteliano José Madureira.
O corpo do suspeito foi achado na avenida Morumbi por agentes da Polícia Militar, com marcas de tiros na nuca, por volta das 21h, ainda segundo o veículo nacional.
Na residência do suspeito, a Polícia Civil apreendeu diversos objetos, que foram encaminhados para a perícia.
A estudante de mestrado da USP foi encontrada sem vida, na última quinta-feira (17), nos fundos de um estacionamento próximo ao terminal de ônibus da estação de Itaquera. Ela estava somente de roupas íntimas e tinha marcas de agressão sexual. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) na sexta (18), onde a família confirmou a identidade ao reconhecer as tatuagens dela.
Em imagens de câmeras de segurança, divulgadas no domingo (20), é possível observar os últimos momentos de vida de Bruna Oliveira da Silva. Nas gravações, a jovem aparece indo em direção a sua casa, localizada a 20 minutos a pé da estação.
Na sequência, é vista em mais um trecho do trajeto, mas, logo em seguida, desaparece. Este é o momento no qual a Polícia acredita que a vítima foi capturada pelo suspeito.
Ela teve o desaparecimento registrado na manhã de 14 de abril, após passar o fim de semana na casa do namorado, no bairro do Butantã, na Zona Oeste da Capital paulista.
A última vez que a estudante fora avistada foi em 13 de abril, na estação Corinthians-Itaquera. Na data, ela ligou para a mãe, Simone da Silva, que lhe enviou uma transferência via Pix para pagar um carro de aplicativo, ao informar que havia perdido o ônibus e que estava com pouca bateria no celular. O último acesso foi registrado às 22h20.
A jovem era estudante de mestrado em Mudança Social e Participação Política na USP e deixou um filho de 7 anos. Segundo a família, ela era feminista e lutava contra a violência de gênero.
“Minha filha sempre lutou em prol do feminismo. Era muito contra a violência contra a mulher. Ela estudava isso e morreu exatamente como mais temia e como eu mais temia. Aí pergunto: ‘Por que não fui eu?’. A dor seria bem menor”, desabafou Simone, mãe de Bruna.
Matéria atualizada ás 10h54
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