Duas irmãs e servidoras públicas de Coroados que atuam no Banco do Povo e no Conselho Tutelar do município, estão sendo investigadas por estelionato e outros crimes.
A operação policial ocorreu na manhã desta quinta-feira, 23, e cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pela vara regional das garantias da segunda região de Aracatuba.
As investigadas são irmãs e foram identificadas pelas iniciais C.F.L.S, funcionária do Banco do Povo, e C.D.S.A.M, conselheira tutelar. A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Coroados, que apura supostas fraudes em operações de créditos e possíveis irregularidades.
Os policiais foram inicialmente até um antigo endereço de C.F na rua 15 de Novembro, no centro da cidade, mas moradores informaram que ela havia se mudado para a casa dos pais, também na região central. Em seguida, os agentes deslocaram ao Banco do Povo, que está em reforma.
No local, C.F foi encontrada e acompanhou as buscas, após ser informada sobre o mandado judicial. Durante a ação, os policiais apreenderam documentos, computador de trabalho, dois celulares, um pessoal e outro funcional e outros materiais considerados de interesse da investigação.
Segundo a polícia, C.F relatou informalmente algumas operações do Banco do Povo envolviam pessoas em situação de necessidade financeira e que parte dos valores liberados ficava com ela, de comum acordo com os beneficiários.
Conselheira Tutelar
A irmã da servidora, C.D, conselheira tutelar, também foi alvo na operação. No Conselho Tutelar, foram apreendidos extratos bancários, documentos de compras de materiais e móveis e um registro de venda de materiais de construção.
Na residência de C.D, os policiais encontraram notebooks e documentos bancários, incluindo um contrato de crédito do Banco do Povo no valor de R$ 19,6 mil, firmado em 2022. Ela admitiu que não pagou o empréstimo que as contas dela e do marido foram bloqueadas judicialmente devido a uma execução movida pelo Desenvolve SP, órgão responsável pelo Banco do Povo.
Após as buscas, as irmãs foram levadas à delegacia de Coroados, onde conversaram com uma advogada e optaram por permanecer em silêncio nesta fase do inquérito.
Os documentos, celulares e computadores apreendidos serão encaminhados para a perícia técnica com autorização judicial. As investigações seguem em andamento para apurar a materialidade dos crimes e possíveis outros envolvidos nas irregularidades.










