Em seu relatório diário, o Ministério da Defesa russo disse na segunda-feira (21) que realizou ataques aéreos, com drones e artilharia, contra alvos militares em 74 locais na Ucrânia após “o fim do período de trégua”.
Anteriormente, os governadores das regiões ucranianas de Dnipropetrovsk (centro-leste), Mykolaiv (sul) e Cherkasy (centro) anunciaram que ataques aéreos russos ocorreram em suas regiões, sem relatar feridos.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que aceitou a trégua anunciada por Vladimir Putin, garantiu na noite de domingo (20) que as forças russas violaram o cessar-fogo “mais de 2.000 vezes” durante o dia, mas enfatizou que as forças de Kiev respeitaram o acordo.
Ele também propôs uma extensão de 30 dias da trégua sobre ataques com drones e mísseis de longo alcance contra infraestrutura civil.
Zelensky havia relatado anteriormente “operações russas” nos setores de Pokrovsk e Siversk na frente oriental, acusando o exército russo de “continuar a usar armas pesadas”.
O Estado-Maior ucraniano, em seu relatório publicado na manhã de segunda-feira, declarou às 8h (hora local, 2h em Brasília), que 96 “combates” haviam ocorrido nas últimas 24 horas. Neste período, a Rússia lançou mais de 1.800 ataques de mísseis contra posições e localidades do exército ucraniano.
Do lado russo, o Ministério da Defesa relatou tentativas malsucedidas de soldados ucranianos “de atacar posições russas” nos setores de Sukha Balka e Bagatyr, na região ucraniana de Donetsk (leste).
As autoridades russas também citaram ações militares ucranianas contra as regiões fronteiriças russas de Bryansk, Kursk e Belgorod, nas quais “civis foram mortos ou feridos”.
Em relação ao cessar-fogo, que expirou às 23h de domingo (17 h em Brasília), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a agências de notícias russas que Vladimir Putin “não deu ordens” para estendê-lo.
Em uma breve mensagem publicada em sua rede social Truth Social, Donald Trump afirmou, no entanto, no domingo, que esperava um acordo “dentro de uma semana” entre a Rússia e a Ucrânia. “Ambos poderão então fazer bons negócios com os Estados Unidos da América, que estão crescendo, e ganhar uma fortuna”, escreveu.
Na sexta-feira, Trump ameaçou se retirar das negociações, na ausência de progresso rápido nas discussões separadas que representantes americanos mantêm há várias semanas com Kiev e Moscou.
O porta-voz das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, por sua vez, parabenizou na segunda-feira “todos os esforços que levem a um cessar-fogo, um passo essencial para alcançar a paz” na Ucrânia.
Embora a intensidade dos combates tenha diminuído, as acusações cruzadas demonstram a dificuldade de impor até mesmo uma breve cessação das hostilidades mais de três anos após o início da invasão da Ucrânia pela Rússia.
Tentativas de estabelecer um cessar-fogo já ocorreram duas vezes desde o início do conflito na Ucrânia, em abril de 2022 e janeiro de 2023, mas falharam devido à recusa, primeiro de Moscou e depois de Kiev, em silenciar as armas.
Mais recentemente, em março, Washington propôs um cessar-fogo incondicional de 30 dias, uma oferta aceita por Kiev, mas rejeitada por Moscou.
(Com AFP)
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