Supremacistas brancos estão tentando consolidar uma comunidade exclusiva para residentes brancos no estado do Arkansas, nos Estados Unidos, em uma área isolada das montanhas Ozark. O espaço, batizado de “Return to the Land” (Retorno à Terra), exibe suásticas no chão e proíbe a entrada de pessoas da comunidade LGBTQ+ e judeus, configurando um projeto marcado por segregação e intolerância.
A iniciativa é liderada por Eric Orwoll e Peter Csere, que impõem critérios rigorosos para aceitar novos moradores. O processo inclui entrevistas presenciais e até verificação de antecedentes, com o objetivo de manter a comunidade restrita a quem compartilha da mesma visão ideológica.
A proposta, entretanto, gerou repercussão negativa em todo o estado e acendeu discussões sobre legalidade e direitos civis. O procurador-geral do Arkansas, Tim Griffin, já se manifestou sobre o caso.
Em nota, declarou que “a discriminação racial não tem lugar em nenhuma sociedade livre”, sinalizando que as autoridades locais estão avaliando a possibilidade de responsabilizar os organizadores. Segundo especialistas em legislação, impedir a presença de minorias pode configurar crime de discriminação, passível de intervenção judicial.
O local despertou preocupação em cidades próximas, onde moradores relatam um sentimento de perplexidade e temor diante da criação de um espaço segregacionista. Muitos lembram que a região já foi marcada por episódios de segregação racial no passado e enxergam a comunidade como uma tentativa de ressuscitar práticas de exclusão que a sociedade tenta superar há décadas.
Segundo analistas, esse tipo de projeto representa não apenas um ato de segregação, mas também uma ameaça ao convívio democrático. O isolamento geográfico da comunidade é visto como uma estratégia para escapar da fiscalização, mas ainda assim não impede que órgãos oficiais investiguem possíveis ilegalidades.










