Categories: Política

PEC da Segurança entra em reta final de debates na Câmara dos Deputados

Apesar de ter aprovado o projeto de lei antifaccções há duas semanas, o debate sobre combate ao crime segue quente na Câmara dos Deputados. Nesta semana, o deputado Mendonça Filho (União-PE) deve apresentar aos líderes partidários o relatório da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC nº 18/2025), em reunião marcada para esta terça-feira (2).

O texto original, apresentado pelo Ministério da Justiça, altera as competências da União, estados e municípios sobre a gestão da segurança. São diversas mudanças nos artigos constitucionais, do 21 ao 24, e no 144. Entre elas, a criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), para integração e cooperação no combate ao crime e coordenação do sistema penitenciário; a transformação da Polícia Rodoviária Federal em Polícia Viária Federal, com competência para patrulhamento ostensivo não só em rodovias, mas também em ferrovias e hidrovias federais; e o fortalecimento dos fundos de Segurança Pública (FNSP) e Penitenciário Nacional (Funpen), com garantia de recursos e sem a possibilidade de cortes.

Em evento nesta segunda-feira (1º), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a intenção é aprovar o texto ainda em 2025, antes do recesso legislativo, ou seja, até o próximo dia 19. Segundo Motta, após discussão entres os líderes, o relatório deve ser apresentado na comissão especial para tratar da matéria nesta quinta-feira (3).

Estados contra

No mesmo dia em que o relator deve apresentar o parecer, a comissão especial que discute a PEC vai ouvir os maiores críticos da proposição. Estão previstos para expor o descontentamento com a matéria os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

A principal crítica feita por parte dos chefes dos executivos estaduais goiano e paulista é que a proposta enfraquece a autonomia dos entes federativos no combate ao crime, como define a Constituição atualmente. Tanto Caiado como Tarcísio já descreveram o texto como “falso” e “enganação”.

Já o Palácio do Planalto vê a iniciativa, assim como o PL Antifacção, como uma resposta para a insatisfação da população com a segurança pública. Pesquisas recentes mostram que o quesito é o de maior reprovação dos brasileiros e apontado por especialistas como tema central nas eleições de 2026.

Bruno Berger

Recent Posts

Polícia Militar apreende equipamentos de som após denúncia de perturbação do sossego em lanchonete de Penápolis

Uma lanchonete teve equipamentos de som apreendidos pela Polícia Militar na noite de sábado (9),…

1 mês ago

Mulher é presa após tentar assaltar mototaxista e roubar comércio em Penápolis

Uma mulher foi presa na manhã deste sábado (9) após uma tentativa de roubo a…

1 mês ago

Motorista foge após derrubar poste com câmeras de segurança em Birigui

Uma colisão registrada na madrugada deste domingo (10), por volta das 3h26, no cruzamento da…

1 mês ago

Motociclista fica gravemente ferido após colisão com ciclista em Birigui

Um motociclista de 32 anos ficou gravemente ferido após se envolver em um acidente de…

1 mês ago

Procurado pela Justiça é preso pela Polícia Militar dentro do Pronto-socorro em Birigui

Um homem de 28 anos com mandado de prisão preventiva em aberto foi preso na…

1 mês ago

Mãe denuncia agressão a filha de 3 anos em creche de Birigui

A pedagoga Monaliza Teixeira Chora, de 39 anos, mãe de uma aluna do Centro de…

1 mês ago

This website uses cookies.