Samanta Borini teria compartilhado postagem que, segundo as vítimas, associava assessor voluntário a crime de pedofilia. Caso foi registrado na Polícia Civil nesta quinta-feira (23).
A prefeita de Birigui, Samanta Paula Albani Borini, foi citada como autora em um boletim de ocorrência por difamação registrado nesta quinta-feira (23), no 1º Distrito Policial.
As vítimas são o vereador Cleverson José de Souza, conhecido como Tody, e Fábio Luiz Gonçalves Camillo, policial militar e assessor voluntário do parlamentar.
De acordo com o boletim de ocorrência, durante o feriado de 13 de abril, o assessor Fábio Camillo, viu nos perfis oficiais da prefeita no Facebook e no Instagram um story com o print de uma notícia do jornal “Hoje Mais Araçatuba”.
A matéria tratava da prisão de um professor acusado de solicitar imagens de cunho sexual a alunos adolescentes. Segundo o relato, a prefeita adicionou ao rodapé da imagem a frase: “um assessor voluntário de vereador”.
Fábio é assessor voluntário do vereador Tody desde outubro de 2025, conforme termo assinado na Câmara. Ele afirma que se sentiu difamado pela publicação.
O boletim descreve que, em 14 de abril, houve uma reunião na prefeitura com vereadores e assessores. Na ocasião, Fábio afirma ter sido informado de que a prefeita teria dito que o assessor do vereador Tody estaria envolvido no crime de pedofilia.
No mesmo dia, a Câmara de Birigui emitiu uma nota de esclarecimento. O texto informava que a Casa possui apenas dois assessores voluntários: Fábio, ligado a Tody, e um advogado, ligado ao vereador Odair da Monza.
Durante sessão na Câmara, o vereador Marcos da Ripada teria pedido que Fábio se manifestasse. Também teria solicitado que a filmagem registrasse os vereadores e que levantassem a mão caso ele estivesse mentindo. Nenhum vereador se manifestou.
Versão do vereador
O vereador Tody também prestou depoimento. Ele disse que foi avisado pelo assessor sobre a postagem. Segundo Tody, a publicação inicial “não dava nomes”, mas, após reunião com a prefeita, outros vereadores relataram que ela teria apontado o assessor dele como autor do crime.
Em plenário, Tody negou qualquer relação do assessor com o caso e afirmou que a acusação prejudica sua imagem pública, profissional e política.
Investigação
As vítimas foram orientadas sobre o prazo de seis meses para apresentar queixa-crime na Justiça. O prazo conta a partir do momento em que tomaram conhecimento da suposta autoria.
O caso será encaminhado para a Delegacia Seccional de Araçatuba, que dará continuidade às investigações.
A reportagem procurou a Prefeitura de Birigui para comentar o caso. Segundo a assessoria, a Prefeita irá apresentar sua versão dos fatos quando for convocada oficialmente para prestar esclarecimentos. A Prefeitura também destacou que, não houve citação nominal a nenhum parlamentar e que foram os próprios vereadores que identificaram o assessor
A difamação está prevista no artigo 139 do Código Penal. O crime ocorre quando alguém atribui a outra pessoa um fato ofensivo à reputação. A pena é de detenção de três meses a um ano, além de multa.
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